Eu cá, na minha humilde opinião, pedia só meia dúzia de coisas e acho que esta questão dava logo uma volta de 180º.
A enumerar, então:
-Muito difícil, eu sei, mas porque não tentar deixar os problemas pessoais fora do local de trabalho? Assim, evitaríamos aquelas caras de quem parece que nos está a fazer um favor, enquanto nos atende, a chamada cara de "todos me devem e ninguém me paga";
-Imaginemos que surge uma situação em que o/a funcionário(a) não consegue resolver sozinho e tem de chamar o patrão/patroa. Muito mas muito cuidado com esta armadilha. Parece uma situação inofensiva mas os funcionários passam de cool a autênticos CABRÕES dada a forma como que se referem a nós. Evitar, portanto, expressões como "a jovem", "vou ver o que ela quer", "está aqui uma rapariga", "não sei o que ela quer"... e poderia ficar aqui uma tarde a enumerar umas mil expressões;
-Sempre que um funcionário não fizer a mínima ideia do que está a fazer ou de como resolver (situação muito vulgar, diga-se de passagem), evitar s-e-m-p-r-e que a pessoa atendida se aperceba do sucedido. Não sabe quanto deve cobrar, nunca resolveu situação semelhante ou simplesmente está-se nas tintas e não quis aprender? Muita calma e muita descrição e peça ajuda ao seu colega de trabalho;
-E a regra mais básica das básicas, a regra de sobrevivência... cumprimente s-e-m-p-r-e a pessoa que está a atender. Eu estar com cara de que vai comprar meia loja ou só uns sapatinhos de 15€, lembrem-se: Deste lado está uma consumidora que quer gastar uns trocos ou resolver uma situaçãozinha e, enquanto isso, ser (apenas) bem atendida, se possível.
Vai daqui uma grande obrigada à senhora que me atendeu na C.M.A., a senhora da Segurança Social, o senhor mau-humorado do café onde eu geralmente apenas quero um sumo de laranja natural e uma meia torrada e a senhora da sapataria onde fui ontem (e não tenciono voltar).
Sem comentários:
Enviar um comentário